Deixar de pagar a taxa condominial pode parecer uma pendência administrável por algum tempo, mas especialistas alertam que a dívida pode crescer rapidamente e gerar consequências como cobrança judicial, aumento dos valores devidos e até risco de perda do imóvel em situações extremas.
🔎 Levantamento da uCondo aponta que a inadimplência condominial vem crescendo no Brasil, passando de 9,15% em 2022 para 11,8% em 2025. O aumento ocorre em um cenário de elevação dos custos dos condomínios, cuja mensalidade média subiu de R$ 413 para R$ 522 no período.
🏢 Segundo especialistas em Direito Imobiliário, o atraso já produz efeitos a partir do vencimento da cota. Atualmente, a dívida condominial pode ser cobrada por meio de execução judicial, sem a necessidade de uma ação anterior para discutir a existência do débito.
⚖️ Com o passar dos meses, o valor devido pode receber acréscimos como multa de até 2%, juros mensais de 1%, correção monetária, honorários de cobrança, honorários advocatícios e despesas processuais. Em muitos casos, a cobrança judicial pode ocorrer já nos primeiros meses de atraso.
🏠 Quando não há acordo, a legislação permite medidas como bloqueio de contas bancárias, penhora de bens, veículos e, em último caso, o leilão do próprio imóvel para quitar a dívida condominial.
⚠️ Especialistas recomendam que moradores em dificuldade financeira procurem a administração do condomínio antes que a situação avance. A negociação antecipada pode evitar o crescimento do débito e reduzir os impactos para o condômino e para a saúde financeira do residencial.

